quinta-feira, 19 de maio de 2011

Solidão

Tão só neste mundo
Nem uma dose de uísque  me faz companhia
Nem um trago deste maldito cigarro
Que escarro agora me liberta da solidão.
Presa ao que não me pertence
Corrompida a essa vida
Eu não posso mais...

Carpe Diem

Mesmo que todos digam não
Eu irei.
Mesmo que o mundo tente me impedir
Eu o enfrentarei
Se as águas dos mares se voltarem contra mim,
Imerso em suas ondas,
Nadarei sem temor a suas forças.
A mesmice fastidiosa não infectará
Minha vida, tão perigosa.
Porque viver é isso...
Carpe Diem!

sábado, 14 de maio de 2011

O Meu Pássaro Encantado

Ontem eu me encontrei com dos amigos, um de cada vez. O Manuel e o Rubem. Adoro eles, são muito simpáticos. Tivemos longas prosas. E foi muito engraçado, porque os dois me falaram de pássaros. E fiquei com os pássaros na cabeça.
O Rubem me falou de um tal Pássaro Encantado. Cuja historia, acredito você já conheça, mas por prevenção, pois nunca se sabe em que estágio está sua falta de memória, relembro o que torna o pássaro a ser encantado. É a saudade, que sua amiga tem dele, que o torna encantado. Mas, não somente a saudade, também o poder de ser livre, de ir e vir quando quiser. Segundo meu amigo, Rubem, o Pássaro Encantado é o mais belos de todos os pássaros que ele conheceu, por suas longas e coloridas penas que ganham cores pelos lindos lugares por que passa e também por suas emocionantes histórias.
O Manuel me falou sobre a visão dos pássaros. Na verdade mesmo, ele falou de um amigo que conheceu no Mato Grosso, que por muitos anos vivendo no mato começou a enxergar as coisas tal como os pássaros enxergam “as coisas todas inominadas". Por fim, me deixou com uma frase belíssima: "São os pássaros que botam primavera nas palavras.”
Foi um dia muito proveitoso, ontem. Mas, sabe o que descobri na tentativa de associar o pássaro de um ao do outro? Que todos os pássaros, esses que vivem livres, longe das gaiolas e zoológicos, são encantados. O pássaro do Manuel tudo tem a ver com o Pássaro Encantado do Rubem, os olhos do pássaro do Manuel são os olhos do Pássaro Encantado do Rubem. As histórias, tão emocionantes, do Pássaro Encantado não são imaginárias, são relatos das paisagens por onde ele passou e suas belas e coloridas penas são a bagagem que ele tráz dos lugares onde esteve. Mas ele só se torna encantado por que sua amiga sente saudade dele e quem sente saudade é porque ama.
E sabe o que mais eu descobri? Que eu Tenho um Pássaro Encantado. E Adivinha...
Meu pássaro Encantado, Helena, é você!



Se você é meu amigo (a) e teve algum sentimento de raiva, ódio, ciúmes, decepção, triteza, alivio, alegria, quis me matar, me odiou por esse instante de leitura, simplesmente por descobrir que, não, você não é o meu (a) melhor amigo(a) e sim a pessoa referida nesse texto, não te peço desculpas, mas que compreenda... vocês são os melhores! Mas sempre há o melhor dos melhores! ;)

Monologando (2)

Depois que criei este blog nunca mais escrevi para você. Reparou? Esse ‘trem’ aqui exige muito de mim. Não sou nenhuma profissional do ramo. Nem nasci com o dom da escrita. Passo horas e até dias trabalhando em um texto. Leio, releio, tresleio... E sempre acho alguma coisa a mais ali, a menos aqui, uma vírgula perdida, um acento ex-existente. Até que desisto e posto do jeitinho que está. Assim, meio torto, com a minha cara. Esse tipo coisa me toma muito a atenção e esqueço, ou melhor, esqueci-me de enviar seus e-mails.
Nesses últimos dias, pensei muito em você. Estava me lembrando das nossas caminhadas. Tenho saudosas lembranças daquelas caminhadas de fim de tardes.
Não somente das caminhadas. Sinto falta do seu café e uns dois dedos de prosa, aquele doce de mamão que ninguém faz igual, as torradinhas apimentadas... hmmmm!!!! Chega dar água na boca. Além das caminhadas e dons culinários, sinto falta de estar aí, de compartilhar momentos, de ter alguém próximo para trocar uma ideia. Às vezes me sinto tão perdida aqui. Sábio foi quem disse que “solidão não é estar só. Mas, sentir-se só no meio da multidão”.
É difícil morar num lugar onde não se tem amigos. Colegas, tudo bem, eu tenho sim. Mas, quem é que não tem? Em todo lugar encontramos colegas, de trabalho, de baladas, de estudo, de grupos sociais, etc, etc, etc. Mas, amigos mesmo? Raros. Por isso sinto tanta falta de você aqui. Minha Best friend.
A saudade já começa a apertar aqui, e o coração já bate em disritmia. Só faltam as lágrimas para compor este samba.  Acho que é hora de me despedir...
Então...
Inté!

Como Acontece?

Bons amigos. Boas amizades. Como considerá-los?
Pessoas que surgem do nada em nossas vidas, que com um tempo não sabemos mais como viver sem eles. Como acontece, como surge uma amizade entre dois seres? Ou três. Quatro. Sei lá quantos!
Amigos, meus amigos, nos dão forças, conselhos, nos empresta um ombro, quando precisamos chorar, é com eles que compartilhamos nossas tristezas e alegrias. Amigo é aquele que sempre está do nosso lado, aquele com quem verdadeiramente podemos contar.
Amizade surge a partir do momento em que confiamos no próximo, naquele, que se alguma forma, se fez presente quando precisamos. O amigo é aquele que não te abandona em meio uma guerra, ao contrário, entra nela com você pra vencer. Amigo é pra rir, chorar, abraçar, caminhar, beber, comer, contar piada (até mesmo as piadas sem graça).
Não sei como seria minha vida sem meus amigos. São eles que acendem a luz no fim do meu túnel, que dão cor e vida aos meus dias escuros. Que me fazem acreditar que o amanhã será bem melhor e se não for, eles estarão juntos comigo mais uma vez.
Eu sei que posso contar com eles assim como eles sabem que podem contar comigo. Sinônimo de Amizade deveria ser reciprocidade.

É um Absurdo!

Estava lendo uma revista VEJA de 2005. O mês não me lembro. Mas, só falava em pedofilia. Millôr relatava em uma crônica, que a pedofilia estava no seu auge, “como a caça às bruxas no passado, a caça à pedofilia é o esporte da vez." Quisesse Deus, que a caça aos pedófilos, fosse séria mesmo.
É um absurdo o que se vê, o que se lê nos jornais. Todos os dias, se fala em estupro de menores, em crianças violentas, crianças molestadas. Será que há alguma solução para isso? Não se pode confiar em mais ninguém. Não se pode confiar em policiais, em juízes, em padres, pastores. Muitos, coitados, não podem confiar nem em seus pais e maridos. Como posso pensar em me casar? Será que meu marido será um homem de boa índole? Como saber disso?Como posso pensar em ter filhos?
Não me sinto segura nas ruas, na escola, não se tem segurança em lugar nenhum. Me sinto maisconfortável em minha casa. Mas, como posso ter certeza que estou segura? Com a violência crescendo como a tecnologia, posso ser assaltada a qualquer minuto. E olha que para isso não é nem preciso que entre em casa, basta que invadam minha rede. Como conviver com esse avanço da violência-tecnológica?
Não posso me casar porque não confio nos homens. E não é essa confiança de ser uma mulher traída. Não, é a desconfiança de não saber se ele vai me violentar. Não posso ter filhos, porque não confio nos homens. A não ser que eu faça uma inseminação artificial. E se, por acaso, meu filho perguntar o por quê dessa minha escolha, digo sem medo algum: foi por medo, meu filho. E por amor a você.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Desilusão

Naquele pôr-do-sol,
Seus olhos brilharam
Cor de mel.
Os meus afogaram
Sob o Mar.
Sob o brilho da Estrelas,
Seus olhos ofuscaram
Minha visão.
Os meus se perderam
Na escuridão.
Na alvorada celeste,
Meus olhos
Afogados e perdidos
Não se abriram .
E os seus,
Em busca dos meus,
Desiludiram.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pelo Avesso Me Sinto

Com a cabeça no chão e os pés no ar.
Pisando falso e quebrando os pensamentos em duras pedras.


.otnis em ue osseva oleP

Toda Classificada

Fico indignada com a desigualdade social. E acredito não ser a única, que muitas pessoas têm a mesma indignação. Quando começo a pensar na desigualdade, a observar de fato, começo pelo meu meio de convivência. Para demonstrar a minha revolta de um jeito bem revoltoso, é foda pra caralho essa desigualdade. Desculpe-me o vocabulário vulgar ou inadequado, mas para mim é mais que adequado na situação.
Fico revoltada com a mordomia de uns e a dificuldade de outros. Enquanto a maioria da população universal rala pra caralho para conseguir alguma coisa, um tantinho de nada, uma porcentagem minúscula não faz nem sequer um esforcinho e tem tudo o que quer. É ou não é pra deixar qualquer ser humano, que trabalha a vida toda e mal consegue comprar uma casa pra chamar de Sua, revoltado? Aí, vem o governo, mãe do povo brasileiro, e doa casas à população mais necessitada.
No último governo, o Brasil cresceu muito na questão das divisões de classes sociais. Cresceram-se as divisões. O que antes era Classe Alta, Classe Média, Classe Baixa, agora é Classe Alta (o topo da lista, os top dos top), Classe Média Alta (quem tem casa própria, carro próprio e filhos em escola particular), Classe Média Média (tem carro próprio ou casa própria), Classe Média Baixa (quem ganha salário mínimo e tem benefícios do governo: bolsa alimentação, bolsa escola, bolsa família, vale gás, vale transporte, vale vida na sociedade). Aí tem a Classe Baixa Alta, Classe Baixa Média, Classe Baixa Baixa e os desclassificados (não obtiveram nota suficiente no ENEM). Mas logo, logo arranjam uma classe para esses que ficarão felizes.
É ridículo isso! Que porra é essa de Classe Média Alta ou Baixa? Se é média, é media. Não média mais que média ou menos que média. É média! Essas divisões é pra quê?  Para demonstrar que o país está evoluído, que a desigualdade está diminuindo? (que, na minha opinião, mostra o contrário). Ou apenas para continuar enganando está sociedade classificada, rotulada, nomeada?
É fato que houve evoluções e melhorias foram feitas, e o povo ainda reclama, critica, e deseja que mais seja feito, e tão pouco deixará de ser. E que a sociedade sempre estará insatisfeita e cada vez mais classificada.
E mesmo assim, com todas essas classificações, evoluções, melhorias, criticas, indignações, revoltas, haverá desigualdade nesse mundo, nesse país, nessa cidade, nessa rua, nessa escola, nessa família.
O jeito é pegar toda essa minha revolta e enfiar no papel, com palavras bem vulgares que expressam um pouco do que sinto.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Sonhar... não faz mal!

Meu sonho era me casar vestida de noiva. Um lindo vestido branco, com véu, grinalda e uma longa calda. E no altar, há me esperar, meu príncipe encatado. Nem precisava ser encantado, mas fosse o meu príncipe, que tivesse tivesse encantado a mim. 

Meu sonho era entrar na igreja vestida de noiva e tudo que tivesse direito, e na hora do ''fale agora ou cale-se para sempre'', o grande amor da minha vida invadisse a igreja, e me impedisse de cometer tamanha loucura, e me jurasse amor eterno, e eu seria só dele e ele seria só meu.

Meu sonho era ser atriz. Atriz de Hollywood. Ser uma diva, pisa o tapete vermelho da festa do Oscar, e ganhar o Oscar. Ter meu nome na calçada da fama. Casar com Brad Pitt. Mas umazinha aí, chamada Angelina Jolie, roubou meu lugar (sou tão diva quanto ela). Paciência. 

Sonhava em ser astronauta. Queria conhecer a Via Láctea, pisar a Lua. Estar na Lua. Ver as estrelas bem de perto. Ser estrela com elas. Mas não brilho tanto assim.

Sonhava em ser médica. Queria salvar vidas. Mas não sou Deus, e morreria de frustação se perdesse uma vida. Incompetente, eu me sentiria. Nem vocação, nem dom para este sonho. 

Sonhava em ser cantora... Prefiro não comentar este sonho. 

Meu sonho agora é ser mochileira ( e daí que você acha ridículo e sem futuro? O sonho é meu, não seu.). 
Sair por aí sem destino certo. Conhecer lugares jamais vistos por outrem. Conhecer o meu lugar. Sentir-me livre. Livre das indagações da vida, das pessoas, de tudo e todos. Somente eu e eu mesma, e as paisagens, e o momento, e as lembranças, e a saudade, e o silêncio, e o vento, e a chuva, e o sol, e o frio, e o calor, e mais ninguém. 

Não ter que dar satisfações. Viver minha vida, bem do meu jeitinho, despojada, sem cobranças, sem atrasos. Afinal, para que relógio se o tempo sou eu que faço e o momento sou eu quem vivo? Será que é tão difícil de entender, uma coisa tão simples de se querer? 

Liberdade é o que eu preciso!


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Só uma dose


Uma menina diferente, ou tão igual. Uma menina irreal, indiferente, super-real.
Amar é um risco, é correr perigo. Sentir dúvidas. Ter todas as respostas na palma da mão, na ponta da língua. Só agir com o coração, sem nenhuma razão.

Posso não ser o tipo de garota que te agrade. Posso não fazer todos os seus gostos. Posso não fazer o seu gosto. Posso não ser perfeita (eu sei que não sou). Posso não ser nada do que você imaginou. Posso não ser a menininha meiga que atrai ao primeiro olhar. Posso não ser sociável com a sociedade fútil que me cerca, com a sociedade hipócrita que só reclama e não faz nada para melhorar.

Posso ser taxada de antipática, antissocial, depressiva, sonhadora, moleca, infantil... E posso ser tudo isso também, se eu que quiser ser. 

Eu posso ser mais que tudo isso.

Posso ser sua.

Por que você me ignora assim? Você finge não ver. Finge que não estou aqui. Mas estou. Infelizmente, estou. E não queria estar. Queria estar ao seu lado. Pois esse é meu lugar. Eu sei que é.

Oque faço com esse meu coração, surrado, cansado de bater?

Você não sabe?! Só uma medição, sem prescrição... Só preciso de uma dose, uma dose de você.

Se você fosse uma bebida eu repetiria a dose, se você fosse uma droga entraria em overdose. Você é meu vício sem fim. (Legião Urbana)

terça-feira, 26 de abril de 2011

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Reminiscência

Um momento, vária recordações. Fecho os olhos e posso ver. Quando os abro, lembro-me. Nem tudo. Mas, nem tão pouco.

re.mi.nis.cên.cia: o que se conserva na memória, recordação; lembrança vaga.
Passado nem tão distante, que a cada dia se distancia mais e mais e mais... Não posso voltar, mesmo que eu queria, o tempo, que nos envolve tanto, não permite.

O que ele quer de mim? Sequência.

O que eu tenho dele? Saudade.
 
Às vezes, ouço as pessoas dizerem: "Fulano parou no tempo." Há varias interpretações para este termo. Mas, eu, quando criança, achava que "parar no tempo" seria nunca envelhecer. Como eu queria parar no tempo. No tempo da minha infância: brincar na rua, banho de chuva, correr na enxurrada, pisar na lama... Fazer tudo isso, sem vergonha. As férias sempre na casa da avó, comer bolo, sorvete, doces, sem ter que me preocupar com a 'balança', bolinhos de chuva em dias chuvosos, ouvir histórias de lobisomem em noite de lua cheia. Correr pela casa derrubando tudo. Que delícia. Ficar horas e horas em baixo do chuveiro brincando com xampu e quando sair ouvir a mãe dizer: ''todo esse tempo no banheiro e você ainda me sai todo sujo?''

Melhor tempo de nossas vidas. Onde tudo é bom. Tudo é novidade. Só festa, fantasia, imaginação. Um mundo colorido, sem maldade. A vida com cheiro de inocência. Pureza.

Como seria bom não envelhecer. Mas, como não envelhecer? (Só se existisse a fonte da juventude.)
Criança é anjo na Terra. Só não podemos deixar esses anjos se transformarem em monstros. E futuro delas depende de nós.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Diariamente,


Para Todas as Coisas, 


Há sempre respostas e soluções... Dentro de você! 

Então, que seja assim

Para um caminho:
Estrada.    
                                                               
Para uma estrada:
Destino.

Para o destino:
Acaso.

Para o acaso:    
Sorte.    

Para sorte:                                                                   
Aposta.

Para aposta:
Escolha.

Para escolha:                                                            
Opção.      

Para opção:
Quantidade.

Para quantidade:
Qualidade.

Para qualidade:                                                       
Separação.

Para separação:
Abandono.


Para o abandono...
                               Eu sinto muito.
                                                             Mas tenho  que ir.



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Distante de Mim

Pensamentos que não se encontram
Confusão que não me deixar achar
Eu vivo assim: perdida no mundo
Distante de mim.

Quando fecho os olhos
Encontro o melhor dos mundos.
Quando abro
Escuridão sem fim.

Se ao menos soubesse
Para onde partir, que rumo seguir
Talvez não vive assim
Tão distante de mim.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Informalidade

Fugi de mim.

Fugi do Padrão formal que vivia.

Passei a viver o incerto.

Onde cada dia é uma surpresa.

Um outro conhecimento.

E o reconhecimento do formal

Na minha vida informal

Sem regras, sem limites, sem pouso planejado.


Um pouso inseguro, cheio de segurança.


Segurança de saber que posso levantar voo novamente


E seguir incerta

Na certeza de que serei Feliz.

Talvez eu não tenha fugido de mim.

Mas fugido para mim.


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sem Querer-Querendo

Um dia sem que esperasse
Assim: do nada. Nada-tudo
Tudo relativo, tudo destinado
Mas sem que eu esperasse
Muito menos imaginasse
De repente aconteceu
E foi assim.
E aconteceu...
Fiquei perdida, fiquei confusa
Absolutamente feliz!
E nem sei porquê.
E nem sei como.
Só sei que foi assim.
E aconteceu...
Sem que eu esperasse
Muito menos imaginasse
E de repente: aconteceu!
Me encontrei, te encontrei
Me apaixonei!
E nem sei porquê.
E nem sei como.
Só sei que foi assim
E aconteceu
Eu e você
Sem que eu esperasse
Muito menos imaginasse
Você e eu.






sexta-feira, 15 de abril de 2011

Não é mesmo, Amor?



Quando a gente ama, ama-se por completo.
Até mesmo os defeitos são perfeitos.
Parece que eles combinam tão bem com os meus.
Você não acha, Amor?





quarta-feira, 13 de abril de 2011

Deve ter sido o tempo

É tão bom escrever memórias. Não é mesmo?! Ah... eu adoro. E é bem mais fácil quando não se tem uma imainação muito fértil. Basta relatar o pasado, o vivido. Algumas mentirinhas caem bem em certos momentos. Mas, se começar a mentir demais, cuidado! A mentira fertiliza a mente. Eu que o diga.


Hoje eu posso afirmar que uma pessoa pode viver de mentiras. Comece a acreditar que sua mentira é uma verdade, pra ver só. Se for um bom metiroso vai tempo pra descobrirem sua farsa. É, porque um dia a cas cai. Aí, eu quero ver o que vai fazer.


Nessa encruzilhada, que, provavelmente, irá encontrar, haverá doisa caminhos. Conserta sua mentira com outras mentiras ou, caso se arrependa, tente contar a verdade. Se escolher o primeiro caminho tem que se preparar para a próxima. Como diz aquele ditado: "mentira tem perna curta". Eu nao recomendo, mas, se na ocasião cair bem outra mentira, minta. Mas, se por acaso, seja qual acaso for, se arrepender,  diga verdade. Claro que será muito difícil alguém acreditar em você. Porque, não sei se sabe, mas, confiança é como espelho quebrado, mesmo depois de colado as rachaduras continuam visíveis.


Mesmo assim, é o melhor caminho. Com um tempo, juntos, podem comprar outro espelho e colocar no lugar daquele. Assim poderão se olhar no espelho e não mais ver as rachaduras.


Se minha imaginação fosse mais fértil, hoje poderia afirmar que o tempo foi quem consertou meu espelho.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ovo Frito

Uma vez, achei uma galinha na churrasqueira da minha casa, chocando. E como meu prato predileto era arroz com ovo frito... Acha que deixei a galinha chocar os ovos? Nananinanão! Catei todos e levei para dentro. Depois fiquei tratando da minha galinha que botava ovos para o almoço. Em especial, o meu almoço. E todo dia, quando chegava da escola, eu ia ao ninho da galinha, catava meu ovo e levava para minha mãe fritar, para eu comer arroz com ovo frito. Todo dia. Havia dias em que eu ficava esperando a galinha botar o ovinho, para eu poder pegar, levar para minha mãe fritar, para eu almoçar.
Certo dia, a galinha, que me dava pão de cada dia, resolveu ir embora.
Chorei, chorei muito. Não podia a deixa ir. Quem ia me dar ovos para o almoço todos os dias?  Minha mãe explicou que a galinha precisava chocar, queria ter filhotinhos e que ela compraria ovos para mim no mercado. Concordei e deixei a galinha seguir seu destino.
No outro dia, quando cheguei da escola, já sem minha galinha, pedi para minha mãe o prato principal: Arroz e ovo frito.  Sabe o que ela me disse? NÃO! Hoje não tem ovo frito nessa casa, Mirelly! Todo dia, ovo frito, ovo frito, ovo frito. Você não enjoa disso?  A gente tem comer outras coisas, Mirelly. Não só ovo, ovo, ovo...”  Fez aquele discurso (e o principal, mentiu para mim).
Mas eu queria ovo frito.
Armei o maior berreiro. Chorei, esperneie, gritei. Fiz o que pude. E minha mãe se manteve firme com sua palavra. “NÃO! Hoje não tem ovo frito nessa casa, Mirelly!” Foi quando tive a brilhante ideia de esperar meu pai chegar para ele fritar o ovo para eu poder almoçar. Quanta ingenuidade. Claro que ele ficaria do lado da patroa. 
Meu pai chegou.
Fui correndo a seu encontro, com o ovo na mão, chorando, reclamando e explicando o que havia acontecido com a galinha, e que minha mãe não havia comprado os ovos como prometido (mas restava um). Pedi, encarecidamente, que fritasse o ovo para eu poder almoçar. E o que ele disse? "NÃO! Sua mãe disse não, então é não!".
Mas eu queria ovo frito.
Chorei, chorei mais ainda do havia chorado antes dele chegar. Chorava e repetia inconsolavelmente: “Ninguém em ama nessa casa. Ninguém gosta de mim. Eu só queria um ovo frito no almoço, mas nem isso, nem isso podem fazer por mim. EU VOU MORAR COM A MINHA VÓOOOOOOOOOOOOOOOOO. Porque a minha vó me ama. Vocês não me amam”.
Meu pai, todo carinhoso, me chamou na cozinha e fez a seguinte pergunta: "Você quer ovo frito, filha?".  Sem nem pensar, fui logo dizendo que sim. Sentei a mesa, com um sorriso que não me cabia.
Comi o ovo frito.
Meu pai repetiu a pergunta: "Você quer ovo frito?"  Agora, não tão amoroso como da primeira vez. Comi mais um ovo. E ele tornava a perguntar: Você quer ovo frito?  E de novo: Você quer ovo frito? Eu não tinha tempo de responder. A cada vez que repetia a pergunta era um ovo que ele punha no meu prato. Eu fui comendo, comendo, comendo... até acabarem todos os ovos da cartela que ele havia comprado "especialmente” para o meu almoço.
 Bom, hoje eu moro com minha avó e não como mais ovo frito.


Uma 

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Algum Lugar Bonito

Caminhando eu fui
Sem saber para onde
Passos curtos,
passos longos.
Descompassada...
Sem saber aonde chegar,
Andei.
Fui longe, bem perto do nada.
E quando encontrei
Vi tudo.
Tudo o que os meus olhos
Jamais haviam visto
Em lugares tão perto
Distante de onde estava
O caminho de volta
Não quero saber.
Tudo o que quero
Está aqui
Que despercebidamente
E de propósito
Encontrei.
E não quero mais desencontrar.
Fico aqui
Sem saber exatamente
Onde é aqui.
Mas é onde quero estar.




sábado, 9 de abril de 2011

Monologando

Estava aqui em um conflito interno desgastante. Não sabia se encaminhava um e-mail ou não, ou, não encaminhava ou encaminhava.
É porque estou de mal com você. De mal mesmo. E quando digo 'mesmo' estou falando sério. Não é brincadeira.
Mas, por outro lado eu queria falar com você. Porque eu gosto, eu me sinto bem ou sentia bem. Já nem sei mais. Faz tanto tempo. Na verdade, verdadeira, não faz tanto tempo assim que , de fato, eu falei com você. Faz tempo que VOCÊ não conversa comigo. Essa é a diferença. Se é que me entende!?
Outro motivo desse conflito era a saudade que estava de escrever. Mas, não somente escrever e engavetar. Escrever para alguém, alguém que eu sei que vai ler, alguém que se importa com o que eu vou escrever. Daí outro conflito: Será que você se importa? Será que eu deveria mesmo escrever? Eu quero, mas, não quero. Há tanto tempo que eu não sentia essa insegurança em falar com você. Não sei o que posso, o que não posso, o que devo ou o que não devo dizer. Talvez eu não devesse encaminhar este e-mail. É isso que vou fazer, não vou encaminhar, mas vou postar no blog.


(Eu falo sozinha, e daí?)

Metamorfoseando


Em constante transformação eu me encontro. Sou pura metamorfose. Mas, se ao menos soubesse, assim como sei que uma horrível lagarta no fim será uma linda borboleta. Sim, se eu soubesse no que irei terminar. Talvez eu nunca termine. Talvez eu siga metamorfoseando até a morte. E depois alguém diga quem fui, ou, o que fui. 
Mas, eu mesma, nunca saberei. 



E quer saber? Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante. Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo ♪

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Adolescência

Uma adolescente em crise de existência, de abstinência, de solidão, em confusão. Em conflito com seu ego, seu autoestima, sua confiança, sem liderança. Sofrendo por amor, sem amor, sem sexo. Fechado no seu mundinho monótono e pacato. Desligada, desorientada, desiludida, arrependida, amargurada, enlouquecida, apaixonada, extravagnate, irreponsável. Procurando seu caminho, seu destino. Escrevendo sua história. Sem roteiro, sem direção, sem erro.

Inconstante, impetuosa.
Sem saber aonde ir, o que fazer, como fazer. Querendo tudo. Descobrindo um mundo. Mundo irreal, imaginário. Onde nuvéns é algodão doce e rios é chocolate, onde não há prisões nem maldade.

Quisesse Deus, que fosse real este mundo.


Quisesse eu, que Deus fosse real nesse mundo de maldade, de prisões, de injustiça que vivemos.

Ele crê, Tu crês, eu não creio. Contraditória, essa sou eu.
Levo uma vida vagabunda, mas leve.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

É pra lá que eu vou

A partir de hoje, vou juntar dinheiro pra comprar um terreno em Marte. Quero ficar longe da insanidade humana. De insano nesta vida já basta meus pensamentos.
A partir de hoje, vou apostar nos números da loteria. Mas, apostarei para ganhar. Para ganhar. Para ter dinheiro para comprar meu terreno em Marte e me distanciar cada vez mais da insanidade humana, que influencia meus puros e singelos pensamentos.
A partir de hoje, quero morar em meus pensamentos e não mais em Marte. Neles eu sei que posso ir aonde quiser. Até mesmo em Marte, com ou sem arte. Posso inventar outros planetas. Posso tudo. E não devo nada. Lá, não pagarei impostos por ser vivo, por ser morto, por ser gente.
Deixarei de viver na Terra. Não quero mais ir a Marte. Quero agora viver em mim. Deixarei de ser Humano, para ser Eu. E acho que isso basta nesta vida: sermos quem somos e não o que querem que sejamos.


Do Mais Afim

Nem mais
Nem menos
A mais
A menos


Ameno.


Sentindo
Sentido
Sinto
Senso


Rumo.


Correndo
Corrido
Corro
Aflito


Paro.


Acabando
Acabado
Acabo
Acabou


Fim.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Qual será o meu destino?

Às vezes, fico pensando se estou no caminho certo, se estou realmente fazendo o que gosto, às vezes, acho que sim, outras acho que não. Porque, por mais que pareça não é uma coisa fácil. Pelo menos não para mim.

 Adolescente tem disso mesmo, sempre querendo saber o que vai ser, o que gosta de fazer, querendo decidir o futuro(como se fosse possível). Talvez se fosse fazer o que realmente gosta não faria nada.

Eu gosto do que faço, em geral. Mas, há tantas outras que eu gostaria de experimentar, talvez só para ter o gostinho de saber se sou capaz. Não sei vocês, mas eu adoro um desafio. E depois de realizado, pronto, não quero mais saber. Parto pra outra. E assim vou indo, sem saber, exato, ''o que realmente gosto de fazer''. Por que passar a vida toda fazendo somente uma coisa, se há tantas outras?

Sinceramente: eu não sei.


Nesse pequeno espaço de vida vivido já sonhei em ser de veterinária a astronauta, isso entrando a fundo em todas as áreas. Veterinária, dentista, psicóloga, sexóloga, engenheira, cientistas, mecânica, jogadora de futsal, vôlei, arqueóloga, turista, fotógrafa, geógrafa, historiadora, apresentadora de tv, atriz, artista plástica, cantora (sem a menor chance ou incentivo), escritora, música, mochileira (influência do Enersto Guevara, um sonho vivo ainda) e por fim professora (é, eu quero ser professora). Foi difícil chegar aqui e mesmo assim, tem horas que bate aquela dúvida. Talvez ainda não econtrei meu caminho.

Uma vez, escrevi a uma amiga que levava jeito mesmo para ser boêmia (não a cerveja, mas a vida boêmia). E acho que é realmente disso que eu gosto: da boêmia. Levar uma vida vagabunda, sem destino, sem rumo. Viver intensamente. Carpe Diem. Sem medo nenhum de ser feliz, de sofrer, de me arrepender. Não sei o que ela achou disso tudo. Certo ou errado, já não me importa mais e talvez nunca tenha importado.

Mas eu tenho fé. Sei que um dia irei encontrar 'meu destino'. Enquanto isso não acontece... Vamos tomar umas ali?